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Saiba aqui as novidades no mundo das bebidas

Entenda mais sobre o processo de envelhecimento, armazenamento e interação entre a madeira e a bebida.


Escrito por Aline Bortoletto


As interações da madeira com a bebida datam de séculos atrás, quando os gauleses começaram a utilizar recipientes feitos de madeiras para armazenamento e transporte de bebidas e alimentos.


Desde então cientistas estudam os processos físico-químicos e os efeitos sensoriais dessa conexão que é capaz de dar origens à componentes voláteis, semi-voláteis e fixos que participam da complexidade aromática, olfativa e gustativa da bebida.


O processo de envelhecimento de bebidas alcoólicas ocorre com a estocagem do produto em barris de madeira, durante um período de tempo suficiente para que ocorram reações específicas, com objetivo de estabilizar e modificar o seu perfil sensorial. Bebidas recém-destiladas apresentam características sensoriais agressivas e forte sabor alcoólico, atributos que podem ser atenuados pelo envelhecimento. Assim, o barril é visto como uma embalagem ativa, capaz de modificar as características da bebida ao longo do tempo e agregar qualidade.


As principais moléculas responsáveis pela caracterização de destilados envelhecidos são os congêneres de maturação, também denominados de marcadores de envelhecimento.



O papel do Master Blender é desenhar e conduzir o desenvolvimento da bebida durante o estágio em madeira para oferecer a melhor qualidade sensorial possível.


Como funciona a interação madeira x bebida?


O processo de envelhecimento é um sistema complexo que envolve numerosas reações fundamentadas principalmente pela extração de moléculas da madeira e aeração controlada do líquido alcoólico.


Fenômenos de migração de constituintes da madeira, evolução de compostos fenólicos, aeração/oxidação, estabilização da cor, sabor e o surgimento do caráter amadeirado, contribuem para a riqueza e complexidade do buquê aromático.

O envelhecimento de destilados é o principal fator para a sua caracterização, pois aproximadamente 60% dos compostos aromáticos são oriundos da interação com a madeira, sendo o restante proveniente do processo de produção.


Os efeitos e tempo requeridos para a maturação são variáveis e influenciados principalmente pelo tipo de madeira utilizada. No Brasil são comumente utilizadas mais de 40 espécies de madeiras, as quais possuem potencial para envelhecer bebidas, tais como acácia, castanheira, carvalho, araruva, jequitibá, grápia, jatobá, freijó, eucalipto, cedro, entre outras.


A caracterização da madeira e do barril está condicionada a fatores ambientais, geográficos, país e floresta de origem, clima e solo, variações inerentes à composição das macromoléculas das árvores e suas individualidades (idade, largura do cerne e composição anatômica), método de obtenção de aduelas, tipo de maturação da madeira ou secagem (natural ou artificial), tempo em que as aduelas foram expostas ao ambiente antes da construção do barril – “seasoning”, tempo e temperatura de queima aplicada na produção do barril, tamanho, condições de temperatura e umidade do local de armazenamento dos barris durante o envelhecimento da bebida.



Para entender mais sobre o tema destacamos 11 principais pontos:


1. Composição anterior da bebida destinada para envelhecer

2. Espécies de madeiras e seus diferentes usos para tanoaria

3. Fatores ambientais e geográficos das madeiras e sua influencia no barril

4. Composição da madeira e composição sensorial da bebida envelhecida

5. Técnicas de Tanoaria e como escolher seu barril (secagem, tostas, etc)

6. Influência do Tamanho do barril, dorna ou tanque de armazenamento/envelhecimento 7.Condições ideais de temperatura e umidade do local da adega

8. Finalidade e grau de uso do barril

9. Teor alcoólico do líquido durante a interação com a bebida

10. Qualidade sensorial e química da bebida envelhecida/armazenada

11. Técnicas e usos de chips de madeiras na bebida


Entenda como funcionam as tostas das madeiras no vídeo abaixo:



Para saber mais participe do nosso curso online MADEIRAS EXPERT


O curso abordará técnicas e procedimentos para o uso adequado diferentes madeiras para armazenamento e envelhecimento de bebidas. Também abordará conceitos sobre o uso de chips e demais fragmentos de madeiras no processo de produção de cachaça, bem como seus parâmetros legais de acordo com a nova Portaria n 539 de 2022 do MAPA.


Um kit técnico de amostras será enviado em sua casa para as aulas ao vivo.

(Enviamos para todo o território nacional) Palestras gravadas também estarão disponíveis na plataforma Kiwify.


As aulas ao vivo serão dias 24 e 31 de outubro de 2023 com a Dra Aline Bortoletto. Horário: às 19hs.






Escrito por Aline Bortoletto.


Muito se fala sobre qualidade sensorial da bebida, mas ela é reflexo de todas as moléculas presentes no líquido em interação. Saiba mais lendo o texto abaixo.


cachaça, qualidade química, processo de produção


A boa qualidade da cana é imprescindível para uma boa qualidade do produto final

As Boas Práticas de Fabricação – BPF para cachaça e aguardente são procedimentos que devem ser aplicados em todas as etapas do processo de produção a fim de garantir e controlar a qualidade final da bebida. O controle da qualidade da matéria-prima, a fermentação e a destilação são etapas consideradas Pontos Críticos de Controle – PCC, os quais carecem de maiores cuidados e monitoramento para evitar alterações microbiológicas durante a produção e, consequentemente, alterações químicas na bebida final.


O que ocorre na fermentação?


Durante a fermentação são formados os principais compostos que influenciam ativamente na composição do destilado, sendo imprescindível a implementação de procedimentos de higiene com a finalidade de reduzir a contaminação microbiana e preservar a qualidade química e sensorial da bebida. No entanto, a qualidade da bebida dependerá também da forma pela qual é conduzida a destilação.


Destilação e a qualidade química da bebida


Os compostos voláteis destilam segundo três critérios: temperatura de ebulição, afinidade com álcool/água e teor alcoólico no vapor durante a destilação, sendo que em função do grau de volatilidade, o destilado é dividido em três frações: “cabeça”, “coração” e “cauda” .


O procedimento mais importante é a separação das frações “cabeça” e “cauda”, onde se elimina boa parte dos contaminantes. O “coração” é a parte do destilado que dará origem à bebida e, portanto, deve ter a composição ideal para que não ofereça riscos à saúde do consumidor e caracterize a qualidade sensorial típica da bebida. A fração “coração” contém todos os congêneres, porém em menores concentrações que as frações “cabeça” e “cauda”, o que resulta em um destilado equilibrado do ponto de vista sensorial e não prejudicial à saúde do consumidor.


O que contem na fração cabeça?


A fração “cabeça” deve ser separada do destilado final por conter altas concentrações acetaldeído, acetato de etila e metanol.

O acetaldeído é o principal aldeído presente na aguardente e quando em excesso é um dos agentes responsáveis pela ressaca, sendo metabolizado no organismo pela enzima aldeído-desidrogenase, que o converte em acetato.

O acetato de etila corresponde a cerca de 80% dos ésteres na cachaça e sua produção ocorre principalmente durante a fermentação, mas também após a destilação, pela esterificação entre álcoois e ácidos da bebida. É responsável pela caracterização de aroma frutado, com notas de maçã, pêra, framboesa, pêssego e groselha; porém quando em alta concentração (acima de 200 mg/100mL de EA) promove aroma e sabor enjoativo para a bebida.


Metanol e sua neurotoxicidade


O metanol é um álcool mais leve que o etanol, portanto é destilado com maior facilidade. A presença deste álcool em bebidas é indesejável devido à sua toxicidade, sendo resultante da degradação da pectina do bagacilho da cana que pode estar presente durante a fermentação. O ácido péctico é um polímero de ácido galacturônico, que não apresenta metoxilação e que forma colóides em água, enquanto que o ácido pectínico apresenta metoxilação em graus variados e pode ou não ser solúvel e água.


A contaminação via acidez acética


A fração “cauda” é rica em ácido acético e furfural, o que é indesejável na aguardente. O ácido acético é o composto responsável pela acidez da bebida e sensação de ardência e pungência após a deglutição e gera rejeição sensorial.

Está ligado à contaminação de bactérias acéticas durante e após a fermentação. A acidez elevada é promovida também pela oxidação do etanol em acetaldeído, e posteriormente ao ácido acético, o que aumenta progressivamente após o envelhecimento da bebida.

O furfural pode ser formado pela pirogenação da matéria orgânica, tais como o uso de cana queimada para a produção da aguardente e a presença de resíduos de leveduras e de açúcares, durante o aquecimento do vinho.


O envelhecimento e as moléculas do destilado


O processo de envelhecimento da aguardente também acresce a concentração deste composto e do 5-hidroximetilfurfural, visto que é derivado das macromoléculas constituintes da madeira. O excesso de furfural possui impacto sensorial negativo, contribuindo para o sabor ardente da bebida. Portanto, é desejável o controle da temperatura durante a destilação e do corte da fração “cauda”.


Os álcoois superiores e suas influências na qualidade química e sensorial


Os álcoois superiores (isobutanol, 1-propanol e isoamílico) são produzidos pelas leveduras durante a fermentação e contribuem para a caracterização sensorial da bebida. Porém, quando em excesso, podem causar efeitos negativos. A principal via de controle da produção em excesso desses álcoois é a manutenção da temperatura ideal durante a fermentação (28º a 32ºC), fazer o uso de leveduras selecionadas, controle do pH do mosto, assim como evitar intensa oxigenação nos tanques de fermentação e longo tempo de espera para a destilação.


O metal cobre do equipamento de destilação


O cobre é o material mais utilizado nas construções de alambiques, pois tem a capacidade de catalisar reações químicas e contribuir na eliminação de odores desagradáveis. Com a formação do azinhavre (carbonato de cobre), nas paredes internas do alambique, o excesso de cobre pode passar para a aguardente e contaminar o produto final. Aguardentes com teores elevados de cobre ocorrem pela inadequada do alambique. Para reduzir a formação do azinhavre das paredes do alambique, recomenda-se manter o alambique e as serpentinas cheias de água durante os intervalos entre uma destilação e outra. A água reduz a oxidação do cobre, evitando a formação do azinhavre e a consequente contaminação da aguardente com o metal. Outro método de limpeza do alambique é a destilação prévia de solução de ácido acético, pois a acidez auxilia na eliminação desse contaminante. Por ser considerado um metal tóxico e contaminante da bebida, a legislação estabelece o limite máximo de 5,0mg do metal por litro de aguardente. No entanto, o cobre é um metal essencial ao organismo humano, sendo amplamente distribuído nos tecidos biológicos e exercendo atividade enzimática. Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS, a ingestão diária recomendada - IDR de cobre é de 2mg/dia, o que corresponde ao consumo de 400mL de aguardente contendo a concentração máxima de cobre permitida, ao considerar somente a concentração de cobre proveniente da ingestão da aguardente. Para oferecer toxidez ao organismo humano, haveria a necessidade da ingestão de 7 litros de aguardente contendo a concentração máxima de cobre permitida.


O que é o carbamato de etila e como ele ocorre?


O carbamato de etila - CE é um composto potencialmente carcinogênico que normalmente está presente em bebidas destiladas, sendo este o maior fator de exposição humana (EFSA, 2007). Em agosto de 2014 entrou em vigor seu limite crítico em 210µg/L para cachaças e aguardentes brasileiras. No entanto, alguns países exigem menores concentrações para admissão em seu mercado, o que assume uma barreira à exportação. Ao longo da produção da aguardente, a presença de diversos precursores contribui para a formação do CE. Os chamados precursores são compostos como ureia, citrulina, N-carbamil fosfatos e cianeto, produzidos durante a fermentação e presentes no liquido recém destilado. Alguns estudos constatam que uma das principais vias de formação pode ser considerada a degradação enzimática de glicosídeos cianogênicos presentes na cana-de-açúcar. Outra via de formação considerável é a da ureia, fonte nitrogenada normalmente utilizada na suplementação nutricional para leveduras em mostos industriais. Relatos científicos apontam demais fatores envolvidos na formação do CE, tais como tipo de levedura, subprodutos do seu metabolismo, contaminação bacteriana, temperatura de fermentação, teor alcoólico, acidez e pH.


Como deverão ocorrer as separações das frações do destilado?


A maioria dos pequenos produtores de cachaça de alambique, utiliza equipamentos simples para a destilação. O procedimento da destilação simples consiste em completar a carga de vinho no alambique, aquecer lentamente, e assim que iniciar a condensação dos primeiros vapores, deve-se separar o volume da fração “cabeça” corresponde ao recolhimento de 1 a 2,0% do volume total de vinho na caldeira. A fração “coração”, que dará origem à aguardente/cachaça, corresponde ao destilado recuperado após a fração “cabeça” e até que o teor alcoólico do destilado na saída do condensador atinja 38 a 40% (v/v), resultando em concentração alcoólica média entre 42 e 48% nesta fração do destilado. A fração “cauda”, também conhecida como “água fraca”, é destilada após a fração “coração” e até que o destilado na saída do condensador apresente-se isento de etanol.


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Atualizado: 19 de set. de 2023

Uma nova profissão para o cenário que envolve produção da bebida, tipos, estilos e formas de consumo de um dos destilados mais consumidos no Brasil e no mundo.



O GIN tomou conta da maioria do consumo de drinks em algumas regiões do Brasil e tem-se mostrado em crescimento desde 2016.


Segundo dados da Euromonitor, o consumo de gim no mercado brasileiro saltou de 1,1 milhão de litros em 2016 para 13,1 milhões de litros em 2021. Até 2026 a expectativa é de que o volume possa triplicar para 35,1 milhões de litros.


Dentre muitas marcas estrangeiras que iniciaram o domínio do mercado, o gin brasileiro tem apresentado crescimento e inovação de marcas e perfis sensoriais. Para o empresário e investidor na área de bebidas alcoólicas, o gin tem demonstrado opção assertiva quando o objetivo é criar um produto de qualidade superior, com alto valor agregado e que possui boa aceitação no mercado nacional e internacional.


Para criação de receitas e processos de produção diferenciados há a necessidade de conhecimento das técnicas estrangeiras de escolha de botânicos, maceração/infusão dos vegetais, escolha do álcool que fará parte da bebida, e principalmente, o conhecimento das técnicas de destilação e finaliçzão do processo.


Criar uma marca de gin tem sido um desafio para a inovação na indústria de bebidas que deseja ter destaque dentre os demais players de mercado (produtos concorrentes).


A preocupação com a concorrência é dada de acordo com a fragilidade do conhecimento que o empreendedor possui em acreditar que a bebida é de fácil produção e criação, e pode ser desenvolvida de forma caseira e sem grandes tecnologias e fisico-químicas e sensoriais.


A profissão de sommelier foi reconhecida pelo governo federal em 2021 e hoje muitos profissionais contam com a experiência em análise sensorial da bebida, tecnologia de produção e avaliação da qualidade.


A INOVBEV abre a segunda turma do curso de FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SOMMELIER DE GIN (curso online) que se iniciará em setembro de 2023, contando com conhecimentos específicos de metodologias sensoriais de avaliação exclusiva da bebida pela RODA SENSAÇÕES DE GIN e metodologias de identificação de perfil sensorial e desenvolvimento de receitas com equilíbrio e complexidade através do uso da técnica da pirâmide de aromas do gin.




Para fazer parte dessa turma com início em 23 de setembro basta acessar mais informações.


Investimento: de 2447 por 1747 no pix ou parcelado pelo cartão de crédito


Para esse curso você receberá um kit com material exclusivo, roda sensorial e amostras em sua casa para avaliação nas aulas práticas.


Qual o objetivo do curso?


Capacitar o aluno ao conhecimento técnico em análise e avaliação sensorial de diferentes tipos e estilos de GIN, contribuindo para uma visão ampla e profissional das diversidades da bebida.


Além de capacitar ao conhecimento técnico da qualidade do etanol neutro e aspectos sensoriais dos botânicos utilizados nos diferentes processos de produção de GINS brasileiros e internacionais.


Qual o público alvo?


Profissionais da área de bebidas, produtores, interessados em iniciar uma produção, formadores de opiniões, degustadores, apreciadores e entusiastas que desejam aprimorar seus conhecimentos sensoriais sobre o gin.


CONTEÚDO


- Análise Sensorial ligada à Cognitiva em GIN -

Treinamentos e Conhecimentos Sensoriais

- Qualidade e Avaliação do Etanol Neutro para produção de GIN

- Roda Sensorial do Etanol

- Botânicos e a Pirâmide Olfativa de Famílias de Aromas

- Descrição Sensorial através da Roda Sensações de GIN

- Tipos, Estilos e Inovações em GIN


REQUISITOS PARA PARTICIPAÇÃO: - Computador ou celular com acesso à internet - Estar on line durante as datas e horários do curso - Baixar o aplicativo Zoom de acesso à aula (será enviado tutorial passo-a-passo e um teste de acesso será realizado um dia antes da aula com todos os participantes).


INCLUSO: ** Apostila digital *** Certificado digital de participação *** Kit de material para o curso - somente para endereços dentro do território nacional brasileiro.

INOVBEV Pesquisa e Desenvolvimento de Bebidas LTDA

CNPJ 32.165.273.0001/82

Av Pádua Dias, 1131

CEP 13403-900

Piracicaba - SP

Contacte-nos pelo email

aline@inovbev.com e WhatsApp 19-981136030

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