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Saiba aqui as novidades no mundo das bebidas

  • 23 de fev. de 2022
  • 2 min de leitura

Escrito pela Dra. Aline Bortoletto




A cachaça pode ser produzida por destilação em coluna ou em alambique. A produção em colunas é normalmente utilizada por grandes indústrias e proporciona maior volume de produção obtido. Já a produção em alambiques de cobre é realizada em bateladas com necessária separação das frações cabeça e cauda para obtenção de uma bebida de qualidade.


O funcionamento das colunas de destilação ocorre devido à sua estrutura elaborada com uma sequência de pratos superpostos, que trabalham de maneira independente concentrando o líquido em grau alcoólico em cada etapa da destilação, sendo que os vapores alcoólicos gerados no prato inferior são conduzidos ao prato superior e assim sucessivamente até o topo da coluna, de onde são direcionados aos condensadores, dando origem à bebida sem a necessidade das separações manuais das frações, sendo estas separadas pela função dos pratos do equipamento. A bebida aqui é denominada também de multidestilada.


O alambique promove o que chamamos de monodestilação ou destilação simples, de acordo com seu design e peças contidas no equipamento. A bidestilação ou dupla destilação acontece quando o produtor utiliza técnicas para aumentar a concentração do grau alcoólico do produto final com o objetivo de reduzir congêneres e contaminantes, e acentuar a suavidade sensorial da bebida. Funcionalmente este é o processo no qual se realizam duas destilações sucessivas, sendo que a primeira delas visa a obtenção do flegma ou em inglês “low wines” (líquido recuperado do início da destilação até zerar o grau alcoólico na saída do alambique) e a segunda obtém-se o líquido bidestilado com a necessária separação das frações cabeça e cauda. Para que este processo tenha sucesso, o profissional que destila (Master Distiller ou Mestre Destilador) deve ter conhecimento da técnica aplicada e da engenharia do equipamento para que sejam calculados os volumes, diluições e cortes de maneira precisa e que não coloque em risco a qualidade da bebida e a segurança física da metodologia de trabalho.


A partir da obtenção do líquido bidestilado tem-se geralmente, uma bebida de teor alcoólico maior que 48% v/v (devido à concentração do grau alcoólico na segunda destilação) e, consequentemente, uma bebida com menor teor de congêneres, denominada, portanto, de aguardente.


De acordo com muitas pesquisas, a cachaça monodestilada apresenta maiores concentrações de ácido acético, aldeído acético, acetato de etila, álcool propílico, álcoois superiores, furfural e coeficiente de congêneres quando comparado à bebida bidestilada.


A aguardente bidestilada é ideal para o envelhecimento prolongado em barris de madeira novos ou de médio uso, pois nessas condições a bebida é capaz de conferir maior intensidade nas reações químicas que ocorrem com a madeira e a atmosfera do ambiente, bem como qualidade química e sofisticação sensorial. Mas este é um tema para o próximo artigo...


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Atualizado: 21 de fev. de 2022

Escrito pela Dra. Aline Bortoletto



A crescente valorização da cachaça promove incremento de recursos no setor. Por isso, é necessário a adoção de melhorias nos métodos de produção, a fim de obter a melhor qualidade. A qualidade química e sensorial está interligada a cada uma das etapas do processo, bem como a forma de condução da produção. Para agregar qualidade à cachaça torna-se fundamental e urgente o desenvolvimento de planos de garantia e controle da qualidade, além de prospecções de inovação na produção.

Há diversas preocupações de segurança relacionadas ao consumo da bebida devido à presença de riscos químicos. Porém, a grande maioria dos produtores possui dificuldades em gerenciar riscos de produção. A maioria dos perigos se origina durante o processo de fermentação e destilação sendo, às vezes, impossível o emprego de medidas corretivas. Porém, é claramente possível evitar a formação dessas substâncias aplicando um programa APPCC bem projetado.

Os padrões legais e seus limites têm o objetivo de moderar a influência de cada componente na proteção da saúde pública e na qualidade da bebida, o que não significa, no entanto, que as cachaças que atendam a esses requisitos possam ser consideradas como um produto de qualidade sensorial superior.

Diversas pesquisas realizadas na área para o monitoramento da qualidade química de cachaças (2014 - 2018) constataram que o contaminante carbamato de etila e coeficiente de congêneres, teor de álcoois superiores mais altos e acidez volátil foram os componentes que apresentaram os maiores desvios-padrão. Isso sugere que os produtores continuam enfrentando dificuldades no uso das BPF, com o objetivo de garantir boa qualidade durante o processo de produção e padronização.

A vantagem do APPCC é a difusão da implementação de sistemas de garantia e controle da qualidade em destilarias, além do desenvolvimento de protocolos para inovação e premiunização da bebida.

O acesso a informação permitirá difusão do conhecimento e suporte para sanar problemas de carência técnica do setor por meio de um sistema de interação constante, além do aumento da qualificação de pequenas e médias destilarias do país. O APPCC é uma ciência baseada na identificação sistemática de riscos e medidas específicas para seu controle, a fim de garantir a segurança de um produto e processo. É uma ferramenta para identificar e avaliar riscos e estabelecer sistemas de controle que se concentram na prevenção, em vez de depender principalmente de testes do produto final.


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  • 28 de dez. de 2021
  • 2 min de leitura

Dra. Aline Bortoletto - 28 de dezembro de 2021



VAMOS COMEÇAR UM NOVO ANO PARA SUA EMPRESA?


A nova indústria e o novo setor de bebidas pós-pandemia trazem a necessidade da criação de estratégias e aquisição de conhecimentos que promovam conceitos mais assertivos ao consumidor alvo.


O lançamento de produtos de forma aleatória, visando tendências superficiais no mercado nacional e "ondas de consumo" não acarretará no sucesso da marca e empresa. Alguns podem trazer grandes prejuízos econômicos e até mesmo emocionais ao produtor.


A nova ERA entrante em 2022 nos mostra efeitos e formas diferentes das anteriores para obtenção do êxito na elaboração e desenvolvimento de novas bebidas.


O primeiro evento em 2022 da INOVBEV será a IMERSÃO TENDÊNCIAS 2022 para a apresentação e discussão de planos estratégicos no desenvolvimento e lançamento de novos produtos no setor de bebidas.

IMERSÃO TENDÊNCIAS 2022
Agendar

Você sabe quais serão as melhores estratégias para sua empresa de bebidas alavancar em 2022?

O evento apresentará formas de criação de produtos e valores mais assertivos à nova sociedade, ao mercado consumidor mais exigente e segregado, ao desenvolvimento das característica do seu negócio com personalidades únicas e apropriadas ao seu cliente ideal.


Serão 3 horas de imersão em técnicas, estratégias, inovações internacionais e oportunidades nacionais e locais para você saber onde, quando e em que agregar valor em sua marca, equipe e produtos.


Público-alvo: Empresários, gestores, profissionais da área, consultores, diretores, master distillers, master blenders, sommeliers, bartenders, distribuidores e vendedores de bebidas.


APENAS 60 VAGAS!


Palestrante: Dra. Aline Bortoletto


Data: Dia 10/01/2022 das 19 às 22 hs


INVESTIMENTO: R$ 150


O evento contará com Ação Beneficente: 50% do valor arrecadado com as inscrições será doado às vitimas da enchente na região de Salinas (MG).



INOVBEV Pesquisa e Desenvolvimento de Bebidas LTDA

CNPJ 32.165.273.0001/82

Av Pádua Dias, 1131

CEP 13403-900

Piracicaba - SP

Contacte-nos pelo email

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